Federação Catarinense de Judô

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HISTÓRIA DO JUDÔ
HISTÓRICO DO JUDÔ CATARINENSE
JUDÔ NOS JASC: ASSIM COMEÇOU


HISTÓRIA DO JUDÔ

Por Kenzo Minami*

O BERÇO DA ARTE DE LUTAS

Quase que paralelamente ao advento do Cristianismo, surgiu no oriente o Budismo, cuja doutrina        rapidamente se expandiu por toda a região asiática. Os monges budistas dos mosteiros do Tibet e do norte da China desenvolveram técnicas de lutas, as quais chamaram Kung Fu, tendo como inspiração os gestos dos animais, os movimentos da natureza e a filosofia do Budismo, objetivando, em princípio, combater os bandidos que os importunavam. 

Certo dia, num campo coberto de neve, um velho filósofo observou a neve que caia em cima de um salgueiro e descobriu que os galhos grossos, aparentemente fortes, quebravam-se ao peso da neve acumulada, enquanto que os galhos mais finos, aparentemente fracos, cediam ao peso e se reerguiam intactos. Esta é a filosofia da suavidade e da flexibilidade, ou seja, ceder para vencer.

O Universo consiste em duas forças contrárias: In (negativa) e (positiva). Deus criou duas coisas opostas, tais como preto e branco, alto e baixo, forte e fraco, macho e fêmea. Cada um de nós também possui In (inveja, ódio, maldade, etc.) e (bondade, solidariedade, amor, etc.), sendo que aquele que consegue equilibrar e harmonizar In e pode ser considerado como homem completo e, consequentemente, difícil de tornar. Quando vier a força positiva, nunca a enfrente com força positiva, mas sim com força negativa, para que a mesma se torne nula, e assim vice-versa, isto é, ação e reação.

A técnica do Kung Fu se espalhou por toda a Ásia: Na Coréia tornou-se Taekendô, na Tailândia Miyatai, na Rússia Sambô, em Okinawa (ilha ao sul do Japão) Karatê (mão vazia na China, pois antigamente chamava-se a China de Kara).

O SURGIMENTO DO JIU JITSU

Naquela época, o Japão vivia em guerra civil, sendo que em cada região existia um dono absoluto, que dominava o local e mantinha a seus serviços vários samurais (guerreiros), que juravam absoluta fidelidade e obediência (Bushidô) ao seu dono. No campo de batalha, os samurais muitas vezes perdiam ou quebravam suas armas, forçando-os então a luta corpo a corpo, desarmados. Partindo dessa necessidade é que esses samurais criaram sua própria luta, chamando-a de Jiu Jitsu (técnica da flexibilidade), atingindo enfim o seu objetivo maior: Combater e eliminar os inimigos no campo de batalha.

Depois dos vários conflitos internos, surgiram três conquistadores: Nobunaga Oda, Hideyoshi Toyotami e Ieyasu Tokugawa, sendo que este último, e seus descendentes, governado por quase 300 anos, isolando o País do resto do Mundo. Com o término das guerras, os samurais foram dispensados, pois não mais se faziam úteis. Daí, como meio de sobrevivência, cada um desses ex-guerreiros abriu seu dojô (academia) para ensinar Jiu Jitsu, cujas técnicas se davam de acordo com as especializações adquiridas nos campos de batalha, como luxações, estrangulamentos, projeções, imobilizações, etc., o que resultou em diversos estilos com denominações próprias.

O MESTRE JIGORO KANO E O KODOKAN

Por volta de 1800, o Japão mudou radicalmente, pois foram tantas as pressões recebidas de outros países, especialmente do ocidente, que o obrigaram a abrir portas para o Mundo, cuja época ficou conhecida com Éra Meiji. Daí em diante houve a invasão das coisas do ocidente, a exemplo do setor esportivo, com o tênis de campo, o beisebol, entre outras modalidades. Consequentemente, as práticas tradicionais do Japão, como Jiu Jitsu e Ken Jitsu (técnica de esgrima), entre outras, começaram a ser desprezadas. Foi então que o jovem mestre Jigoro Kano, que havia praticado o Jiu Jitsu (estilo Kitô Ryu), sentiu que essa prática continha grande valor, contudo, contemplava tão somente os privilegiados fisicamente. Para que todos pudessem usufruir dessa técnica, isto é, qualquer pessoa e de ambos os sexos, Jigoro Kano foi eliminando os golpes mais perigosos (aqueles que pudessem deixar seqüelas e/ou danos irreversíveis), aperfeiçoando outros e criando novos, em especial baseados na lei da física. Mas, talvez o fato mais marcante nesse trabalho foi a introdução sistemática de valores educativos, doutrinários e disciplinares, bem como o desenvolvimento do autodomínio do corpo e da mente. Estava criado algo de novo, de mais completo, digno de denominação própria, e Jigoro Kano o batizou de JUDÔ (caminho da flexibilidade).

Observe-se, então, que para adotar esse nome, o mestre considerou tratar-se do “caminho da flexibilidade” e não somente da “técnica da flexibilidade”. Daí a substituição do termo Jiu Jitsu por Judô.

Assim, através da prática do Judô, cada um procura o verdadeiro caminho para seguir na vida. E para mostrar como, Jigoro Kano fundou a sua escola, a qual denominou KODOKAN (escola de ensinamento do caminho), que, surgida em 1882, perdura até hoje como referência maior do Judô mundial.

Jigoro Kano não foi um lutador, mas exercia o magistério, e como tal transmitiu seus conhecimentos àqueles que seriam os primeiros grandes lutadores da nova modalidade: Shiro Nango (Sanshiro Sugata), Yoshiaki Yamashita, Sakujiro Yokoyama e Kosei Maeda (que trouxe o Judô para o Brasil, sendo aqui conhecido como Conde Coma), entre outros, os quais disputaram com lutadores de Jiu Jitsu vagas na cadeira de ataque e defesa da Academia Nacional de Polícia do Japão, saindo todos vitoriosos. E foi esse episódio que determinou o desaparecimento do Jiu Jitsu no Japão.

Vale ressaltar, a bem da verdade, que o Jiu Jitsu hoje praticado não se trata da “técnica da flexibilidade” original aqui mencionada, sendo esta, a atual prática, uma versão criada no Brasil pela família Grace.

Os lemas de ensinamento do Kodokan são Seiryoku Zenyô (utilização eficaz da força física e mental) e Jita Kyouei (desenvolvimento mútuo). No início da década de 40, quando o Japão estava na 2ª. Guerra Mundial, os seus militares criaram outra sociedade de artes marciais, a qual chamaram de Butoku Kai (sociedade de artes marciais), visando incentivar e estimular o espírito militarista para a guerra. Ao término do conflito, o exército norte-americano ocupou o Japão, proibiu todas as práticas de lutas marciais, pois poderiam reascender o espírito de combate dos japoneses. Mas, aos poucos foram descobrindo que os ensinamentos do Kodokan tinham conteúdo essencialmente pacíficos e democráticos, o que enfim resultou na permissão para a sua prática. E a partir daí, o desenvolvimento desta criação de Jigoro Kano foi ganhando conotação cada vez mais abrangente, agora já a nível internacional, tanto que em 1964, nos Jogos de Tokyo, o Judô tornou-se esporte olímpico.

Hoje, a nível mundial, o Kodokan permanece como centro de excelência, enquanto a International Judô Federation, atualmente sediada na Hungria, é a entidade dirigente da modalidade. No Brasil, é a Confederação Brasileira de Judô a entidade maior, enquanto suas filiadas (federações) estão presentes em todos os 27 estados. No âmbito de Santa Catarina, é a Federação Catarinense de Judô a entidade oficial dirigente da modalidade. 


*Kenzo Minami nasceu na cidade de Niygata-ken, Japão, em 28 de setembro de 1937. Já como Faixa Preta 4º. Grau, do Kodokan, e formado em Economia, desembarcou na Capital paulista no ano de 1960. Em 1961 veio para Curitiba-PR e, finalmente, em 1962 chegou a Santa Catarina, se fixando em Joinville, onde iniciou o trabalho a que se propunha, isto é, ensinar o Judô neste Estado. Logo em seguida, o pioneiro do Judô catarinense naturalizou-se brasileiro. Há cinco anos, Kenzo Minami foi homenageado pela FCJ com o 6º Dan, homologado pela Confederação Brasileira de Judô no dia 13 de dezembro de 2003. Hoje, aos 71 anos de idade, aposentado, Minami ainda reside em Joinville, e regularmente veste o judogui para treinar com seu neto e, em ocasiões especiais, mostrar - mesmo aos mais graduados mestres do Judô catarinense - o verdadeiro “caminho da flexibilidade”. 


 Revisão do texto: Roberto David da Graça.

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HISTÓRICO DO JUDÔ CATARINENSE
Para contar a trajetória do Judô em Santa Catarina, optamos, neste primeiro momento, pela transcrição da matéria publicada no encarte especial Memórias do Esporte Catarinense, do Jornal A Notícia, edição de 10/2/2002.

A história do judô em Santa Catarina inicia em 1962, com a chegada do faixa-preta Kenzo Minami, nascido no Japão e naturalizado brasileiro. O seu primeiro grupo de alunos surgiu nos tatames montados na Associação Atlética Banco do Brasil, e a primeira destacada participação se deu em 1965 em Curitiba, até então o único elo para intercâmbio. Neste mesmo ano, se instava em solo catarinense o também faixa-preta Kasuo Konishi, oriundo do interior paulista e que viria a se constituir uma espécie de “desbravador” de judô em todo Estado. Paralelo ao trabalho desenvolvido no norte por Minami, e Oeste (centro e extremo) por Konishi, outros nomes foram se apresentando e compondo o quadro dos precursores do judô catarinense: Takehisa, Ferreira e Sogo na região de Florianópolis, e Tsuneo Shimazaki em Blumenau. O primeiro encontro de maior repercussão em nível estadual teve lugar em Florianópolis no ano de 1969, promovido por Takehisa e com participação de judocas da Capital, Brusque, Criciúma, Blumenau e Joinville. Já como competição de caráter oficial, a primeira disputa aconteceu nos 12º Jogos Abertos de Santa Catarina (Rio do Sul 1971). Aliás, sobre a inclusão do judô nos JASC, vale registrar alguns fatos: em 1969, durante a realização dos Jogos em Joinville, o então faixa-azul Roberto David da Graça (Cocada) sugeriu ao seu mestre Minami a possibilidade de incluir a modalidade nos JASC, visto que o número de municípios onde se praticava o judô já comportava tal disputa. No decorrer de 1970, Minami e Cocada foram em busca dessa realização, obtida, enfim, em 1971, com o parecer favorável do então presidente da CCO dos 12º JASC Augusto Elling Parcias. Em outubro de 1971, Minami, Cocada e Boaventura Pereira Nunes Neto (Urso) lotaram um caminhão da Prefeitura de Joinville com tatames e se dirigiram a Rio do Sul, montaram a área de lutas e deram inicio àquela que ainda hoje é a mais concorrida competição de judô catarinense.

E as disputas de Rio do Sul foram ainda mais marcantes quando constatamos que lá foram dados os primeiros passos para a criação da Federação Catarinense de Judô, inicialmente com os trabalhos preliminares da dupla Minami/Cocada e depois com empenho decisivo de Konishi, a rigor o mentor da FCJ. No plano competitivo e usando como parâmetro os JASC, a década de 70 foi dominada por Joinville (campeão em 71/76/77/79) e Blumenau (campeão em 74/75/78). A partir de 1980, o judô catarinense vislumbrou um equilíbrio maior, inclusive em nível nacional, e mesmo porque já contava com alguns atletas de renome oriundos de outros Estados, formando fortes equipes, como as de Chapecó e Florianópolis o naipe masculino, e Joaçaba e Timbó, no feminino. Já nos últimos 10 anos, foi a Capital que, com raras exceções, manteve a supremacia. A Federação Catarinense de Judô, fundada em Maio de 1973, teve como primeiro presidente (até o inicio de 1977) Mário Correa (de Videira); nos dois anos seguintes, foi administrada pelo professor Camilo Moisés Penso (também de Videira); já a partir de 1979 e pelos 22 anos seguintes foi Kasuo Konishi que manteve-se no comando do judô catarinense. Finalmente no dia 18 de junho de 2001, quem assumiu foi Roberto David da Graça, o qual aliás esteve integrado à entidade desde a sua fundação, mesmo que durante quase duas décadas tenha encabeçado oposição ao seu antecessor.

Entre as associações que compõem o quadro de filiados da FCJ, algumas marcaram época, sobretudo pela estrutura e resultados obtidos: Associação Joinvilense de Judô (Kenzo Minami), Associação Videirense de Judô (Kasuo Konishi), Associação Atlética Tupy, de Joinville (Roberto David da Graça), Associação de Judô e Karatê Samurai, de Blumenau (Tsuneo Shimazaki) e Associação de Judô e Karatê Budokan de Florianópolis (Shigeru Sogo), compondo o quadro predominante da década de 70. Sociedade Esportiva e Recreativa Sadia, de Concórdia (Ladi Julian), Maba Judô Clube (João Carlos Maba), Clube Recreativo 6 de Janeiro, de Florianópolis (Carlos Alberto Rocha), Associação Colon de Judô, de Joinville (Icracir Rosa e Silvio Acácio Borges), Grêmio Esportivo Comercial, de Joaçaba (Kasuo Konishi), Associação Desportiva e Recreativa Hering, de Blumenau (Ademir Schultz), entre outras. Na ultima década surgiram com destaque maior nas categorias menores (crianças) agremiações como Associação Gasparense (Eloi Nivaldo Sur, depois João Carlos Maba), Clube Escolar Barão do Rio Branco, de Blumenau (Reinaldo Packer), Associação Concordiense (Ladi Julian). Nas categorias maiores, o podium do naipe feminino contou com novas expressões, como Academia Corpore de Timbó (Luiz Carlos da Silva) e Joaçaba Esporte Clube (Acácio Issao Yamaguti), além da S. E. R. Sadia. Já no masculino apareciam bem a Associação Chapecoense (Róbson Nunes Silva) e a Associação Itajaiense (Adides Dimas dos Santos) a partir dos anos 90 até os dias atuais a presença mais poderosa tem sido a da Associação Desportiva do Instituto Estadual de Educação, de Florianópolis (Oscar Cesar Grando) que, mercê de uma invejável estrutura, conquistou a grande maioria dos títulos de ambos os naipes, organizou os mais importantes eventos da modalidade e mantém em seu dojô o maior número de atletas em formação.

No plano individual, a plêiade de vencedores do judô catarinense iniciou com Roberto Cocada, campeão do peso leve e absoluto da primeira disputa da modalidade nos JASC, seguindo por mais de 10 anos conquistando medalhas em competições estaduais e interestaduais, além de iniciar e representatividade estadual em campeonatos brasileiros. Nos JASC de 1972, em Itajaí, estreou aquele que durante quase duas décadas dominaria amplamente os nosso tatames: João Carlos Maba, judoca de múltiplos predicados e que não raramente deixava as competições levando no mínimo duas medalhas de ouro, transformando-se no referencial maior do nosso judô a nível nacional, mesmo porque foi o primeiro medalhista catarinense em campeonatos brasileiros. E a primeira geração de campeões foi sendo completada com novos expoentes, como Eloi Nivaldo Sur, quase imbatível na categoria peso pena. Os anos 80 iniciaram com o marcante fato da contratação pela Sociedade Esportiva e Recreativa Perdigão, de Videira, de nada menos que seis atletas do primeiro escalão do judô brasileiro, todos de São Paulo: Luis Shinohara (peso ligeiro), Luiz Onmura (peso meio-leve), Roberto Machusso (peso meio-médio), Walter Carmona (peso médio), Carlos Alberto Pacheco (peso meio-pesado) e Jose Thales (peso pesado). Completada pelos catarinenses Rudimir Travasso (peso leve) e Roberto Cocada (técnico), esta equipe conquistou, em 1981, o 7º torneio interestadual realizado em Joinville, o Campeonato Estadual, os JASC e o Campeonato Brasileiro Adulto, além de ser a base da seleção brasileira que foi ao Campeonato Mundial. Foi este um ano de ouro para o judô catarinense... isto nos tatames, porque fora deles os impasses não foram poucos: ações arbitrárias, punições, brigas políticas, boicote nos JASC, etc., culminando enfim com o desmantelamento da poderosa equipe videirense. Se por um lado estes fatos refletiram negativamente no contexto político/administrativo, situação esta que estendeu-se aos anos seguintes, o judô catarinense manteve-se em franco desenvolvimento no aspecto técnico, contando gradativamente com o recurso de um respeitável grupo de fortes judocas oriundos de outros centros, a exemplo de campeoníssimos do quilate de Renildo Nunes, Rinaldo Caggiano, Róbson Nunes Silva, Fabiano Milano, Fabrício Cadori, Alexandre Garcia e outros mais. Dentre os “prata da casa”, novos e grandes nomes foram somando, a exemplo de Carlos Francis Konishi, para muitos o mais técnico dos judocas catarinenses em todos os tempos, cujas atuações enchiam os olhos dos mais exigentes adeptos da modalidade; Márcia Aparecida Bernardi, a primeira catarinense campeã brasileira; Dulcimar Antonio Grando e Jorge Roberto Sebastião, dupla que proporcionou memoráveis confrontos que ultrapassaram os próprios limites da área de combate; Giocélio Alves da Silva, o mais antigo dos campeões (desde 1979) ainda em franca atividade; Claudete Vargas, que invariavelmente buscava (e conseguia) o ippon nos segundos iniciais de luta; Paulo Sergio da Silva, com o recorde de nove títulos consecutivos nos JASC; e tantos outros nomes que bem merecem constar da galeria dos nossos grandes vencedores. Na atual safra de campeões, um nome se destaca sobremaneira: Fabiano Zambonetti, sem dúvidas o dono das maiores glórias obtidas pelo judô catarinense.

(Matéria publicada em 10/02/2002)

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JUDÔ NOS JASC: ASSIM COMEÇOU

Dentro de alguns dias estaremos novamente diante do maior encontro poliesportivo do Estado: Os Jogos Abertos de Santa Catarina. Também é esse o momento em que estaremos vivendo o clima daquela que continua se constituindo na mais concorrida disputa de Judô a nível estadual.

Mas, vejamos como tudo começou: Lá longe, em 1969, por ocasião dos JASC realizados em Joinville, um “bate papo” informal entre o Professor Kenzo Minami e seu “pupilo” Roberto David da Graça (o Cocada) acabou gerando a idéia de incluir o Judô na competição. E esse ideal foi amadurecendo de forma que ao final do ano seguinte, ambos, professor e aluno, foram conversar com o Sr. Augusto Elling Parcias, então Presidente da CCO dos 12º JASC. Pronto, o sonho estava se concretizando.
Dia 15/10/71, uma sexta-feira, Cocada e seu companheiro Boaventura Pereira Nunes Neto (o Urso), embarcaram num caminhão caçamba carregado de tatamis e seguiram para Rio do Sul. Em lá chegando e sob o comando do Prof. Minami, distribuíram as peças sobre uma plataforma de madeira especialmente montada para tanto. Em 16/10/71 (sábado), aí pelas 19:00 horas, Urso e Cocada, de quimono e sandálias, se colocaram junto a porta de acesso ao ginásio (a rigor um modesto galpão) e iniciaram a distribuição de panfletos explicativos do evento. Às 20:00 horas começava efetivamente o Judô nos JASC... e lá estavam novamente Cocada e Urso, agora lutando, enquanto Minami fazia as vezes de comandante geral da modalidade. Na arbitragem: Kenjiro Hironaka (de Curitiba, hoje residindo no Japão), Kasuo Konishi (então Professor em Videira) e Tsuneo Shimazaki (Professor em Blumenau).
É, foi assim que começou a mais empolgante das nossas competições de Judô.
Ah! O panfleto. Clique aqui e veja este documento histórico.

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